Depoimento de Janeiro
Gostaria falar sobre a primeira vez que visitei o Lar da Criança, quando fui convidada por uma amiga para participar de uma das reuniões do projeto Sempre Criança, que aconteceu no dia 8 de janeiro de 2012. Foi uma experiência bem legal que nós tivemos lá no Lar da Criança e que, com toda certeza acrescenta muito a todos, e eu só percebi isso quando já estávamos lá. E eu gostaria muito que todos vissem que trabalho legal o pessoal do Sempre Criança faz, e como é importante que as pessoas contribuam, mesmo que a gente pense que não é muito e que não fará diferença alguma, pra construir um futuro melhor e proporcionar momentos de felicidade, carinho e diversão pra essas crianças. É uma iniciativa sincera e muito bonita, que põe em prática aquilo que deveria estar no coração de todos nós: amar ao próximo como a si mesmo. E é aí que nós percebemos o quanto somos pequenos perto disso tudo, o quanto podemos fazer pra ajudar e muitas vezes não percebemos. Foi uma experiência muito emocionante, como eu não pensei que fosse ser, e eu espero repeti-la sempre que possível. Agradeço ao pessoal do projeto por nos proporcionar isso tudo!
“Comece fazendo o necessário, depois faça o possível e, de repente, estará fazendo o impossível.”
Francisco de Assis
Thamires Baptista
Com a impossibilidade de fugir dos clichês que dizem o quanto é marcante a experiência que tive no Lar da Criança, resolvi ir um pouco além e fazer uma reflexão do que vi perante o que vivemos. Pra começar, resolvi procurar o conceito formal da palavra orfanato e encontrei uma descrição um tanto quanto vazia da mesma, onde dizia: “Estabelecimento que recolhe, sustenta e educa órfãos”, diante disso, pensei comigo mesmo se somente isso que vi e cheguei a conclusão que está muito longe de ser isso, pois recolher é muito diferente de acolher, sustentar é quase o oposto de compartilhar o pouco que se tem e educar talvez seja o mais próximo da realidade. Passando pela reflexão sobre o orfanato em si, cheguei em um ponto que tentei entender porque todas aquelas mais de oitenta pessoas doaram seu domingo para não só ver, mas interagir com crianças que não tem a presença dos pais e lembrei de uma música do poeta da música brasileira, chamado Lulu Santos, onde o próprio diz: “Assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade”. É… talvez tivéssemos pouco mais de oitenta formigas caminhando à frente pela humanidade e com muita vontade, porém é no pouco que se alcança a mudança do todo, como diz o provérbio. Ao final da visita, ainda tenho uma grata surpresa, quando descubro que a casa é mantida até hoje pela Igreja Católica, religião a qual sigo, mas com importância muito maior que isso, a surpresa na verdade foi saber disso e lembrar que fui convidado por uma amiga budista e acompanhando uma outra amiga espírita, quem ainda vai dizer que a convivência de diversos é impossível? Enfim, espero que este singelo texto tenha simbolizado a importância que uma experiência como essa pode ter na vida de alguém, ou pelo menos teve para mim.
Felipe Vidal
