Texto da abertura da Festa
Caros Voluntários,
Como alguns de vocês solicitaram, eis o texto lido no início da Festa de Natal:
“Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar.”
Pablo Neruda
Vamos viver como crianças, mesmo que a idade diga o contrário…
Crianças não têm preconceitos, não têm medo de ousar, de errar, dizem o que sentem, abraçam e beijam quando querem.
Quando estão tristes choram sem se envergonhar, mas também gargalham se essa for a vontade.
Sejamos sempre crianças, sonhando e transformando sonho em realidade.
Não nos deixemos contaminar pela sociedade em que estamos inseridos! Nós sim é que temos que contagiar!
Sejamos crianças agentes de transformação da sociedade! Seja esta nossa família, condomínio, faculdade ou trabalho…
Temos total capacidade. Se não acreditássemos que podemos fazer a diferença, não estaríamos aqui hoje, nesse domingo de sol e no meio de um feriadão.
E, se alguém que está aqui ainda tem dúvida do que pode fazer ou como, o que vai presenciar durante as próximas horas será um belo exemplo de que somos capazes de contribuir para termos dias melhores!